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sexta-feira, 29 de abril de 2016

MAR-1 Míssil Anti-Radiação da FAB






MAR-1 é um míssil ar-superfície anti-radiação usado para neutralizar baterias anti-aéreas.
Desenvolvido pelo DCTA e Mectron o míssil foi encomendado pela FAB e pela PAF (Pakistan Air Force).



Northrop F-5EM Tiger II FAB / MAR-1 / MAA-1B Piranha / PAMA
2013
Mectron MAR-1 Ar-Solo
Mectron MAA-1B Piranha Ar-Ar
Oficina de manutenção do parque aeronáutico de São Paulo




     A-Darter o Novo Míssil da FAB

  
Novo míssil ar-ar de 5ª geração da Força Aérea Brasileira

Marinha do Brasil Compra Mísseis








MB compra mísseis anti-navio Exocet (versões Ar-Mar e Submarina-Mar) e anti-aéreo Sea Ceptor.

MARINHA AFUNDA CORVETA DESATIVADA em TESTE com MÍSSEIS

Operação MISSILEX 2016 envolveu o lançamento dos mísseis anti-navio Exocet e Penguim


A Marinha usou como alvo a ex-corveta, já desativada e preparada para o exercício (Marinha do Brasil)

“Impacto no alvo, câmbio”, informou o comandante do helicóptero SH-16 Seahawk da Marinha do Brasil, após um espetacular teste com um míssil anti-navio Penguim que danificou seriamente uma embarcação militar desativada. A marinha divulgou nessa quinta-feira (28) um vídeo com as ações da Operação MISSILEX 2016, realizada entre os dias 11 e 20 deste mês, na região marítima do Rio de Janeiro e Espírito Santo. O exercício também envolveu o lançamento de um míssil Exocet a partir da fragata União (F45), contra o mesmo alvo, uma ex-corveta da classe Frontin.



O míssil Penguim é uma arma do tipo “ar-mar” ou “mar-mar”: pode ser lançado a partir de helicópteros, aviões ou embarcações. O artefato pesa 385 kg, sendo até 130 kg de explosivos, e persegue o alvo orientado por radar, sensor de infravermelho e um sistema de mira laser, instalados no próprio míssil, que explode assim que toca o alvo.



O Penguim foi desenvolvido pela Kongsberg Defence & Aerospace, uma empresa de material bélico da Noruega. Além da Marinha do Brasil, o equipamento também é utilizados pelas forças armadas de países como Estados Unidos, Suécia e Turquia. As primeiras versões do míssil norueguês entraram em serviço em 1972.

Já o Exocet é um míssil que quase dispensa apresentação. Considerado uma das armas mais letais contra embarcações, o armamento desenvolvido pela empresa francesa MBDA também é parcialmente fabricado no Brasil, em parceria entre a AvibrasMectron. O artefato pode ser disparado a partir de helicópteros, aviões, embarcações e até de submarinos – o Brasil opera as versões que podem ser lançadas de helicópteros e navios.



Enquanto o Penguim causa sérios danos a uma grande ou média embarcação, mas não a ponto de afundá-la, o Exocet pode ser interpretado como a ação final. Maior e mais pesado, o míssil de origem francesa é guiado pelo radar de seu vetor de lançamento (no caso do navio ou do helicóptero) e na parte final do trajeto entra no modo automático e explode ao contato com o alvo.
O Exocet é programado para acertar o casco da embarcação próximo a linha d’água, o que aumenta as chances de afundamento. E foi o que aconteceu durante o teste da Marinha. O míssil lançado da fragata União atingiu o alvo em cheio, que afundou minutos depois.

                   Operação Missilex 2016

A Marinha do Brasil realizou no período de 11 a 20 de abril, na área marítima compreendida entre o Rio de Janeiro (RJ) e Vitória (ES), a Operação MISSILEX 2016. A Operação teve como objetivo realizar exercícios no mar, de caráter estritamente militar, concernentes às tarefas básicas do Poder Naval,



terça-feira, 12 de abril de 2016

ASTROS 2020 – Mísseis e Foguetes O Programa ASTROS 2020

Um dos sete Programas Estratégicos do Exército (PEE) o ASTROS 2020 já implica em alterações administrativas e doutrinárias  no Exército.  A maior alteração anterior, foi a criação do 6º Grupo de Lançadores  Múltiplos de Foguetes  (GLMF), com a concentração de todos os vetores ASTROS II em uma única unidade.
 

O objetivo foi de aproveitar a sinergia pela integração das unidades, antes dispersas pelo país,  e ter o sistema de lançadores de foguetes ASTROS como um vetor estratégico do Exército, ao emprego do Comando de Operações Terrestres (COTER). Foi posicionado no Campo de Instrução de Formosa, com sede na cidade de Formosa, estado de Goiás.


A introdução do ASTROS 2020 com novas capacidades e armamentos traz o conceito do míssil. Assim, em 1º de Fevereiro de 2015, a unidade  passa a denominar-se  6º Grupo de Mísseis e Foguetes, permanecendo subordinado administrativamente ao Comando Militar do Planalto (CMP).

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AV-TM300 - Brasil deverá ter míssil de médio alcance em 2016 Exército investe R$ 195 milhões no AV-TM300 da Avibras


O Exército do Brasil está desenvolvendo os primeiros mísseis nacionais de alcance na faixa de 300 quilômetros e com a capacidade de fazer navegação inteligente até seus alvos. A carga explosiva fica entre 150 quilos e 200 quilos. O programa de construção do AV-TM é parte do sistema de artilharia ASTROS 2020, uma das sete prioridades estratégicas no processo de modernização da Força Terrestre.

AV-TM 300 Matador - Míssil de Cruzeiro Brasileiro

Mais um vídeo da série "Tudo Sobre", desta vez voltado ao mais novo míssil de cruzeiro que está em fase final de desenvolvimento na empresa Avibras e, em breve será incorporado ao Exército Brasileiro.


O contrato para o desenvolvimento do míssil foi assinado no dia 29 de novembro no Comando do Exército, em Brasília. Uma cerimônia discreta. A empresa, dona do projeto, é a AVIBRAS Aeroespacial. O pacote completo do investimento no Astros 2020 é avaliado em R$ 1,246 bilhão. O custo, só da fase de desenvolvimento do AV-TM, será de R$ 195 milhões. Segundo Sami Hassuani, presidente da AVIBRAS, todas as etapas do empreendimento estarão integralmente cumpridas até 2018, "mas, o primeiro lote, será entregue ao Exército já em 2016". Em nota, o Comando do Exército informou que no período de 2011 e 2012 aplicou, diretamente no plano, R$ 220 milhões.






Hassuani acredita nas possibilidades do produto no mercado internacional. Ele estima que apenas clientes tradicionais do arranjo atual do Astros, como a Arábia Saudita, a Malásia e a Indonésia, representem "encomendas na escala de US$ 2 bilhões" aos quais "se somam novos negócios potenciais na linha de US$ 3,5 bilhões até 2022".





A primeira versão do míssil foi criada em 1999 e apresentada em 2001, na condição de munição alternativa e avançada do lançador múltiplo de foguetes. Ao longo dos últimos dez anos, a arma passou por constante aperfeiçoamento. O desenho atual é moderno, mais compacto e dispensa as asas retráteis da configuração original. O míssil mede 4,5 metros e utiliza materiais compostos. O motor de aceleração usa combustível sólido e é usado no lançamento. Durante o voo de cruzeiro, subsônico, o AV-TM tem o comportamento de uma pequena aeronave - a propulsão é feita por uma turbina, construída também pela Avibrás.






No limite. O sistema está no limite do Regime de Controle de Tecnologia de Mísseis, o MTCR, do qual o Brasil é signatário. O regime pretende conter a proliferação dessa classe de equipamento militar com raio de ação acima de 300 quilômetros e ogivas de 500 quilos. Nos termos do acordo multinacional, os 34 participantes - entre os quais, Estados Unidos, Grã-Bretanha, Rússia e França, todos potências nucleares - assumem que cada Estado deve estabelecer a política nacional de exportação dos vetores de ataque não tripulados. Em 1992 o MTCR passou a considerar todas as armas de destruição em massa. "O AV-TM está rigorosamente dentro da distância fixada e, de forma bem clara, com folga no peso", explica Sami Hassuani.





De acordo com exposição do coronel Geraldo Antonio Diniz Branco, em seminário do Ministério da Defesa, em 2011, "ser parte do MTCR implica o grave compromisso de não permitir a proliferação da tecnologia de mísseis a partir de seu território". Para Diniz Branco, "todavia, isso não impede o desenvolvimento das tecnologias de mísseis, próprias ou de parceria com outro Estado".




O Comando do Exército destaca que o ASTROS 2020 é a plataforma para que a Força tenha "apoio de fogo de longo alcance com elevados índices de precisão e letalidade". A navegação do AV-TM é feita por uma combinação de caixa inercial e um GPS. O míssil faz acompanhamento do terreno com um sensor eletrônico, corrigindo o curso em conformidade com as coordenadas armazenadas a bordo. Seu objetivo ideal é uma instalação estratégica - refinarias, usinas geradoras de energia, centrais de telecomunicações, concentrações de tropa, depósitos, portos, bases militares, complexos industriais.






"Ainda não tem o radar necessário para buscar alvos móveis; isso pode vir a ser incorporado, claro, em uma série especial", destaca Sami Hassuani. Esse recurso permitirá outras façanhas - por exemplo, um disparo múltiplo contra uma frota naval, liderada por um porta-aviões, navegando a até 300 quilômetros do litoral, eventualmente ameaçando as províncias petrolíferas em alto-mar.

Foguete. O ASTROS 2020 terá ainda um novo, - menos sofisticado, mas mais barato - tipo de munição, o foguete guiado SS-AV-40, para chegar a 40 quilômetros com precisão e pouco "espalhamento", evitando a dispersão em relação ao ponto de impacto com recursos eletrônic0s de direção - entretanto, incapaz de navegar e procurar a área do objetivo. O Exército destinou R$ 40 milhões ao projeto.



Cada bateria do sistema é composta por seis carretas lançadoras apoiadas por seis remuniciadoras, um blindado de comando, um carro-radar de tiro, um veículo-estação meteorológica e um de manutenção (veja gráfico). O míssil AV-TM é disparado dois a dois. O SS-30 em salvas de 32 unidades, o SS-40, de 16; os SS-60 e SS-80 de três em três. O grupo se desloca a 100 km/hora em estrada semipreparada e precisa de apenas 15 minutos de preparação antes do lançamento. Cumprida a missão, deixa o local deslocando-se para outro ponto da ação, antes que possa ser detectado.

A série 2020 opera os mesmos foguetes regulares do ASTROS-2, dois deles, o SS-60 e o SS-80, são dotados de cabeças de guerra de 150 kg de alto explosivo, ou perto de 70 granadas independentes. O conjunto eletrônico é da sexta geração. Melhora a exatidão do disparo e permite a integração do Veículo Aéreo não Tripulado (Vant) Falcão, da mesma AVIBRAS, expandindo o reconhecimento.

domingo, 10 de abril de 2016

Itajubá Recebe Russos Para Acordo de Instalação de Telescópio no Sul de MG


Telescópio semelhante ao do projeto que

já está instalado na Rússia.


uma matéria postada dia (07/04) no site “G1” do globo.com. destacando a cidade mineira de Itajubá recebeu ontem russos para a concretização do acordo de instalação de um telescópio no Sul de MG.


SUL DE MINAS

Itajubá Recebe Russos Para Acordo de

Instalação de Telescópio no Sul de MG

Projeto irá monitorar lixo espacial, como satélites velhos, na órbita da Terra.
Brasileiros poderão usar dados do 1º telescópio deste tipo instalado no país.

Samantha Silva
Do G1 Sul de Minas
07/04/2016 - 07h00
Atualizado em 07/04/2016 - 20h33


Um telescópio russo vai ser instalado no Observatório Pico dos Dias, em Brazópolis (MG), para monitorar lixo espacial. A cerimônia para assinatura do acordo entre o Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA) e a estatal russa ROSCOSMOS acontece nesta quinta-feira (7), a partir das 8h30, na sede do LNA em Itajubá (MG). É o primeiro telescópio deste tipo instalado no Brasil, que também será o primeiro país a receber o projeto da Rússia.

O objetivo é fazer um mapa de todos os detritos espaciais que estão em órbita da Terra, que são os pedaços de satélites velhos ou de foguetes que foram lançados e que continuam em órbita.

"Qual a importância de ter esse mapa? Quando você coloca um satélite novo que custou milhões de dólares ou até mais em órbita, você pode estar colocando ele bem onde vai passar um pedaço desse lixo espacial, e pode colidir com o seu satélite novo e destruir ele. Então você pode perder milhões de dólares num satélite e anos de trabalho com a colisão com um pedaço de lixo", explica Bruno Castilho, diretor do LNA.


                            (Foto: Arquivo Pan EOS)


Concepção artística do telescópio que

será instalado em Brazópolis, MG



Com o mapa, também será possível monitorar o caminho dos satélites. Caso algum saia da órbita para entrar na Terra, é possível prever onde o objeto vai cair e acompanhar os pedaços maiores, evitando algum acidente grave.

A partir da assinatura do acordo, começará a construção do telescópio no observatório de Brazópolis. Todo o investimento está sendo custeado pela estatal russa, inclusive o fornecimento do telescópio e computadores. Apesar de o projeto ainda não estar concluído, a previsão, segundo Castilho, é que o investimento fique em torno de R$ 10 milhões.

A Fundação de Apoio à Pesquisa de Itajubá (FUPAI) irá gerenciar os recursos e acompanhar a construção. A previsão é que o telescópio seja inaugurado em novembro deste ano. Após a fase de testes, o mapa já começa a ser gerado em 2017.

Mapeamento

Segundo Castilho, o projeto russo começou há cerca de dois anos. O país já tinha interesse em rastrear o lixo espacial e tentava por outros meios descobrir a órbita dos satélites. O telescópio foi uma forma eficiente e mais barata de fazer esse rastreamento. O primeiro equipamento foi instalado nas montanhas Altai, na Rússia, e já está em operação.


“Segundo o diretor do LNA, Bruno Castilho,
quando o telescópio fotografa o céu acompanhando
o movimento da Terra, as estrelas aparecem como
um ponto e os satélites aparecem como um risco,
pela diferença de movimento entre os dois no céu”

“Como a Agência Espacial Brasileira já tinha um acordo com a Agência Espacial Russa pra uso do espaço, os russos procuraram a gente pra sediar esse segundo telescópio deles. Eles avaliaram a localização, no Pico dos Dias, e acharam o lugar perfeito, que fica numa boa posição em relação ao russo”, explica Castilho.

Os dois equipamentos ficam em posições afastadas em relação ao outro e vão fotografando o céu, fazendo um mapeamento de toda a área. “Quando o telescópio fotografa o céu acompanhando o movimento da Terra, as estrelas aparecem como uma bolinha, um ponto, e os satélites aparecem como um risquinho, porque ele se mexe diferente no céu”, explica.

O grupo de astrônomos brasileiros vai fazer o gerenciamento dos dados e repassar para a agência russa. Comparando a imagem da Rússia com o outro telescópio, é possível ter precisamente a órbita do pedaço de satélite velho. “E aí, quando for lançar um satélite novo, seja russo, seja brasileiro ou de algum país que tenha interesse, essa órbita é segura porque não tem lixo”, completa Castilho.

O Brasil está sendo o primeiro país a receber o projeto da Rússia. Se funcionar, segundo Castilho, outros equipamentos podem ser instalados em outros países para fazer uma análise mais precisa.

                                  (Foto: Arquivo Altai Asia Central)
Telescópio semelhante ao do projeto que

já está instalado na Rússia.


Pesquisa no Brasil

Com 1.864 metros de altitude, o Observatório do Pico dos Dias já possui quatro telescópios para pesquisa astronômica, mas como explica Castilho, todos os equipamentos brasileiros têm um campo de visão pequeno.

“A diferença entre os telescópios é o pedaço do céu que ele enxerga. Nosso telescópio de astronomia enxerga um pedacinho do céu com uma ampliação maior. Dá pra ver detalhes do objeto, da galáxia, se você quer ver a luz de uma estrela específica. Assim o campo de visão é pequeno.”

Já o telescópio russo tem um campo de visão maior, capaz de mapear uma área mais extensa. Este será o único equipamento deste tipo instalado no Brasil, e justamente por isso, a contrapartida do projeto é que os astrônomos brasileiros vão poder usar os dados para outras pesquisas que ainda não são possíveis no Brasil.

"Todos os dados que eles gerarem ficam disponíveis para os astrônomos brasileiros. Dá pra descobrir novos asteroides, ou um cometa que está vindo na nossa direção, estudo de estrelas variáveis, coisa que hoje não se faz aqui porque todos [os telescópios] são de campo pequeno.  Nós vamos emprestar o local e eles vão deixar a gente usar esses dados sem custo nenhum. A astronomia brasileira está ganhando e a área espacial também, porque vai ter essa segurança [da área espacial mapeada]. Pode ser que outros projetos no futuro aconteçam por causa desse”, finaliza Castilho.



Fonte: Site “G1” do globo.com – 07/04/2016

IAE Propõe Revisar o Programa de Veículos Lançadores de Satélites

Segue abaixo uma nota postada dia (06/04) no site do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), destacando que o Instituto está propondo revisar o Programa de Veículos lançadores de Satélites.

IAE Propõe Revisar o Programa de

Veículos Lançadores de Satélites

Publicada em 06/04/2016 14:28
Atualizada em 06/04/2016 14:46


No dia 29 de fevereiro, a Direção do IAE promoveu uma reunião administrativa com todos os integrantes do Instituto, tendo como foco principal apresentar os resultados das investigações do acidente com o foguete suborbital VS-40M ocorrido na Operação São Lourenço, no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA). Em função das recomendações do relatório de investigação e de outros fatores de projeto, e atendendo à política de total transparência na gestão do Instituto, aproveitou-se a oportunidade para abordar a situação atual do projeto do veículo VLS-1.

Essa apresentação abordou de forma pragmática temas técnico-gerenciais do veículo VLS-1, tais como: a missão, o histórico, a organização gerencial do projeto e a situação atual do desenvolvimento. A explanação foi límpida quanto aos principais obstáculos e aos esforços que o IAE e a Agência Espacial Brasileira (AEB) têm empreendido, dentro das limitações atuais de várias naturezas. IAE e AEB têm sido grandes parceiros e os principais protagonistas na busca de apoio para o Programa Espacial Brasileiro e no desenvolvimento dos veículos para o acesso ao espaço, de forma contínua e com soluções possíveis dentro dos seus limites de atuação, objetivos permanentes de nosso Programa Espacial.

É importante destacar que o Programa de Veículos Lançadores de Satélites (VLS) muitas vezes é confundido com o veículo VLS-1. Convém esclarecer que a família de veículos lançadores de satélites, conforme estabelecido no Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE) 2012-2021, é composta pelos veículos VLS-1, VLM, VLS-Alfa e VLS-Beta. Assim sendo, a apresentação em comento tratou apenas da configuração do veículo VLS-1. É relevante lembrar, ainda, que a configuração do veículo VLS-1 foi definida a partir das limitações do parque industrial brasileiro da década de 80, visando atender a Missão Espacial Completa Brasileira (MECB). O conhecimento acumulado pelo IAE e a evolução das tecnologias permitem, hoje, projetar motores com diâmetros maiores e de melhor desempenho propulsivo, visando simplificar a configuração dos estágios iniciais, utilizando soluções com maior confiabilidade. É fato que não podemos ser indiferentes à evolução tecnológica e às transformações do mercado que ocorreram ao longo das últimas três décadas. Tais mudanças impõe a revisão de prioridades, sem perder de vista o objetivo maior, que é o de conquistar a autonomia no acesso ao espaço.

A apresentação mostrou não só a continuidade do Programa de VLS, como apresentou a proposta da retomada do desenvolvimento de um veículo suborbital presente no PNAE 2005-2014, porém ausente no atual PNAE 2012-2021, o foguete suborbital VS-43. Tal proposta está sendo preparada e discutida de forma responsável e gradativa, a fim de ser uma proposta sólida, completa e coerente, evitando-se divulgações equivocadas que nada contribuem para o Programa Espacial Brasileiro.

A proposta do foguete de sondagem VS-43 segue a lógica utilizada no desenvolvimento dos veículos suborbitais do IAE, onde os novos sistemas e estágios superiores são ensaiados em veículos qualificados. Tal estratégia permite isolar riscos tecnológicos e tratá-los de uma forma racional por meio de um veículo mais simples e, consequentemente, menos custoso. Um dos principais benefícios do desenvolvimento do VS-43 é a utilização do estoque existente de componentes, equipamentos, subsistemas e dispositivos remanescentes do veículo VLS-1, otimizando os recursos financeiros, tecnológicos, materiais e pessoais disponíveis atualmente no Instituto. A estratégia visa superar os desafios do mais simples para o mais complexo, permitindo conquistas graduais e consistentes, a fim de persistir nos objetivos de todos os colegas de ontem e de hoje que dedicaram o seu tempo e as suas vidas para alcançar o sucesso da MECB e do Programa Espacial Brasileiro. Neste esforço, os legados de conhecimentos e infraestrutura do esforço para o desenvolvimento do VLS-1 são fundamentais.

Atualmente, a demanda do mercado, de amplo conhecimento da comunidade técnico-científica, aponta para o nicho de Veículos Lançadores de Micro e Minissatélites. Neste contexto, aproveitando todo o aprendizado, os conceitos e as tecnologias demonstradas no projeto do veículo VLS-1, o IAE e a AEB trabalham no desenvolvimento e certificação do projeto de um Veículo Lançador de Microssatélites com menor custo, tecnologias mais atuais e com viabilidade comercial, o veículo VLM-1.

O Instituto de Aeronáutica e Espaço e a Agência Espacial Brasileira ratificam que o programa de desenvolvimento de veículos lançadores de satélites não será descontinuado, mas atualizado, e isto requer a revisão de suas prioridades. Considerando o histórico e a situação atual de todos os fatores produtivos, decidiu-se priorizar uma nova configuração de veículo lançador de satélites, a do veículo VLM-1, mais simples e coerente com as possibilidades atuais, e passo importante para projetar e desenvolver outros veículos que o sucederão.


Fonte: Site do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE)

AEB PARTICIPA DE CERIMÔNIA DE ACORDO ENTRE BRASIL E RÚSSIA

Telescópio de monitoramento do lixo espacial começa a operar até novembro deste ano, no Pico dos Dias, em Minas Gerais.

Com apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB), o Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA) e a Agência Espacial Russa (Roscosmos) assinaram na quinta feira (7.04), em Itajubá (MG), um acordo para instalação de um telescópio de monitoramento de lixo espacial.

O presidente da AEB, José Raimundo Coelho, ressaltou que “o benefício para o país é essencialmente a utilização dos dados, manutenção e controle da estação”. Os valores dos equipamentos e os custos operacionais para os primeiros três anos estão estimados em cerca de US$ 4 milhões. Todo esse recurso será destinado ao fornecimento, montagem e funcionamento dos equipamentos, custeio das obras, bem como o treinamentos dos técnicos brasileiros que irão operar a estação.

“É um acordo mútuo que vai servir tanto para a área espacial quanto para a área de astronomia” explica o diretor do LNA, Bruno Castilho. O acordo foi assinado por Bruno Castilho, Plínio Leite, diretor executivo da Fundação de Pesquisa e Assessoramento à Indústria (Fupai) e Yuri Roy, representante da Roscosmos.
O LNA terá o primeiro telescópio no país com participação no projeto Sistema Eletro-Óptico Panorâmico para Detecção de Detritos Espaciais (PanEOS ) que será o segundo do projeto em operação, o primeiro fica nas montanhas de Altai, na Rússia. Foi acordado que toda a comunidade astronômica brasileira terá acesso a todas as imagens produzidas pelo telescópio no Brasil.


Foto acima: (da esquerda para a direita) Plínio Leite, diretor executivo da Fupai;  Igor Tarasenko, da delegação russa; Bruno Castilho, Diretor do LNA; Albert Bruch, pesquisador do LNA que trabalhou no acordo; Elena Zhurinova, do departamento jurídico da Roscosmos; Yuri Roy, Diretor da empresa russa responsável pela instalação do telescópio; José Raimundo, presidente da AEB; Gennady Saenko, representante da Roscosmos e João Mauro Bernardo, prefeito de Brazópolis (MG)/Divulgação LNA
Foto: José Raimundo, presidente da AEB/Divulgação LNA
Thamy Ribeiro
Agência Espacial Brasileira

domingo, 3 de abril de 2016

o lançamento do foguete brasileiro "VS-31/Improved Orion V01"


Operação O-STATES

No dia 02/10 foi realizado com sucesso às 07:30 h (horário local), o lançamento do foguete brasileiro "VS-31/Improved Orion V01", da Base de Esrange, na Suécia, para assim atender a Missão O-STATES (Oxygen Species and Thermospheric Airglow in The Earth's Sky), missão esta que é patrocinada pelo Swedish National Space Board (SNSB).

O veículo atingiu o apogeu de 246,62 km transportando a carga útil O-STATES-1, com instrumentos fornecidos por três instituições, sendo uma sueca e duas alemãs (veja acima). A carga útil foi recuperada a 61,5 km de distância do sítio de lançamento (dentro da área de resgate prevista), sendo que a sua área de impacto ocorreu a leste da aldeia de Pulsujärvi, aldeia esta que fica localizada dentro da área de impacto da Base de Esrange.

A Operação O-STATES teve como objetivo carregar sensores ópticos e elétricos para detecção de oxigênio entre 80 e 240 km de altitude em seus diferentes estados, para assim estender a nossa compreensão dos mecanismos na atmosfera superior e caracterizar técnicas de sensoriamento remoto.

Vale destacar que este foi o primeiro voo deste novo foguete brasileiro, foguete este composto em seu primeiro estágio pelo motor-foguete sólido S31 desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e que é muito utilizado como o primeiro estágio do conhecidíssimo foguete brasileiro VSB-30, e em seu segundo estágio pelo motor-foguete sólido Improved Orion de origem estadunidense.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Governo Aumenta mais 11,3 mil hectares para bases de Lançamento de Foguetes em Alcântara

Para tornar viável economicamente o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, e resolver o problema da disputa de terras com os quilombolas, o governo tomou duas decisões. Além de ampliar de 8,7 mil hectares para 20 mil hectares a área destinada à construção de um corredor de lançamentos de foguetes e equipamentos espaciais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu que a Advocacia-Geral da União (AGU) faça um parecer técnico e jurídico consolidando a nova destinação das terras da região.
Depois do parecer da AGU, os quilombolas residentes na área de Alcântara ainda ficarão com 42 mil novos hectares de terra. Essa definição, mesmo com a AGU ainda trabalhando no documento, foi fundamental para que o governo ucraniano não voltasse atrás na parceria com os brasileiros para construir dentro da base de Alcântara um sítio de lançamento do foguete Cyclone-4.
Brasil e Ucrânia criaram em agosto de 2006 a Alcântara Cyclone Space (ACS). A empresa binacional serve para incrementar a cooperação com o Brasil – para trabalhar no programa do Veículo Lançador de Satélites (VLS-1) – e, ao mesmo tempo, usar a base maranhense como plataforma de lançamento de satélites comerciais.
Por causa da disputa de terras envolvendo a Aeronáutica e cerca de 2 mil quilombolas, o início da obra da sede da empresa chegou a ser ameaçado. A pedra fundamental da obra da Cyclone Space foi lançada em 10 de setembro passado e a expectativa da binacional é lançar o primeiro foguete em 2012. A ACS é responsável pela comercialização e operação de serviços de lançamento utilizando o veículo lançador Cyclone-4.
Acordo final. O governo decidiu ceder parte da área para os moradores da região e a expectativa é de que, depois do parecer da AGU, seja selado o acordo final para encerra a disputa.
O importante para o Planalto e os sócios do programa especial brasileiro é que o Centro de Lançamento de Alcântara tenha pelo menos 20 mil hectares de área contínua e correndo junto à costa – o que aumenta a segurança dos lançamentos.
Para fugir da disputa, a Cyclone Space chegou a pensar em se instalar fora da base de Alcântara, mas acabou optando pela fixação na área militar, pagando um aluguel de R$ 113 mil. A parceria entre Brasil e Ucrânia previa investimentos de US$ 105 milhões de cada país, montante que já foi ampliado para US$ 475 milhões.
O presidente da ACS, o ex-ministro da Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral, procurou a então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, atual candidata ao Palácio do Planalto pelo PT, para que incluísse o projeto no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). A demanda está feita, mas o governo ainda não decidiu sobre a inclusão dos investimentos de Alcântara no PAC.
Economia. O espaço definido para o CLA permitirá a ampliação imediata de 3 para 15 das áreas de lançamento em Alcântara – mais adiante, pode chegar a 23, revertendo um período de dificuldades orçamentárias e técnicas que culminaram, em agosto de 2003, com a tragédia do incêndio e explosão da torre de lançamento, quando morreram 21 técnicos.
Por ser próximo da linha do Equador, o centro permite uma economia de 30% no gasto de combustível para o lançamento de foguetes. Isso permite ainda a ampliação em 30% da carga a ser transportada pelo equipamento, tornando o local muito atrativo e competitivo.
A cadeia de atividades espaciais no mundo movimenta US$ 250 bilhões. Cada lançamento pode render ao País de US$ 40 milhões a US$ 50 MILHÕES.