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sábado, 28 de maio de 2016

O DCTA continua investindo no VLS-1, VLS-Alpha e VLS-Beta, lançadores de satélites de até 800 kg em órbita equatorial.

                                                                      Maquete do VLS-1

Um dos mais emblemáticos programas de desenvolvimento científico e tecnológico do Brasil, a construção do VLS-1 (Veículo Lançador de Satélite), deve ser abandonado, segundo informou o site da Agência Espacial Brasileira. De acordo com o vice-diretor do DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia da Aeronáutica), Wander Golfetto, o programa pode não ser concluído por falta de verba, recursos humanos qualificados e dificuldades tecnológicas.


Animação produzida pelo IAE do Lançamento do VLS 1 VO4 



Teste do Propulsor S-43TM - Operação Uirapuru


              Teste do Propulsor S40M - Operação Ômega




Concluídos Ensaios em Solo do Motor-Foguete Líquido L5 no IAE






Em audiência pública ontem (26) na Câmara dos Deputados, o vice-diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia da Aeronáutica (DCTA), Wander Golfetto, afirmou que o programa pode não ser completado por falta de verba, recursos humanos qualificados e dificuldades tecnológicas.


Números apresentados pelo DCTA apontam uma descontinuidade de recursos para o VLS, previstos no Programa Nacional de Atividades Espaciais (Pnae), documento orientador de investimentos da área. No total, o programa deveria receber cerca de R$ 155 milhões. No entanto, até o momento, foram executados R$ 108 milhões.
Inicialmente, a previsão era de que o veículo estaria completamente finalizado este ano. Agora, no entanto, a expectativa mudou. Hoje, o planejamento é para testar parte do foguete no fim de 2016.

O passo seguinte, que serviria para fazer com que o VLS colocasse um satélite em órbita está impossibilitado. Além da falta de recursos, existem dificuldades técnicas no desenvolvimento de componentes para completar o foguete. Há também um grave problema de escassez de mão de obra, que pode inclusive atrapalhar outros projetos mobilizadores.
Segundo Golfetto, o Brasil já teria decidido tirar o pé mais uma vez do VLS. Em vez de mirar no mercado de lançadores de grandes satélites, a ordem agora seria focar no mercado de microssatélites.

Vídeo Animação do Vôo do VLS-1 XVT-01



1º Ensaio de Separação do Primeiro Estágio do VLS-1


                 2º Ensaio de Separação do 1° Estágio do VLS-1


               

"Chegamos à conclusão de que não vale a pena desenvolvermos no país um veículo para satélites geoestacionários. Existem vários concorrentes no mercado e o Brasil não lançará muitos equipamentos deste porte. Nosso foco está mais voltado para o VLM (Veículo Lançador de Microssatélites). É um foguete mais simples, para transportar satélites menores. Acreditamos que ele entra em um nicho de mercado onde não existem lançadores naquela categoria", disse Golfetto.

O lançamento do VLS-1 passa por diversos percalços desde o acidente na base de Alcântara, no Maranhão, em 2003. A explosão matou 21 importantes técnicos, destruiu instalações e interrompeu o projeto do VLS. Na tentativa de recuperação da base e com o objetivo de explorar o mercado de lançadores de satélites, o Brasil optou por focar na construção de outro foguete, numa fracassada parceria com a Ucrânia, que custou 12 anos e R$ 1 bilhão (dividido entre os dois países). O chamado Cyclone 4 seria maior que o VLS, capaz de lançar cargas mais pesadas como de satélites de telecomunicações (de até 800 kg e numa órbita geoestacionária, a 36 mil quilômetros de distância). 

O VLS foi mantido, mas deixado de lado. Estava previsto para 2013, depois 2014, 2015 e agora 2016. Mesmo assim, o teste será em apenas partes do foguete: ele não deve ficar totalmente pronto, segundo estimativas do DCTA.
"Temos o veículo todo reprojetado. Estamos trabalhando em um lançamento de um voo tecnológico, que visa testar a parte baixa do VLS, onde tivemos algumas dificuldades no acendimento do segundo estágio e na separação dos estágios. A análise servirá também para avaliar o sistema de navegação inercial que foi desenvolvido dentro do DCTA. Ele é baseado em fibra óptica. Já foi testado em aviões, no solo, agora precisamos fazer um voo espacial para certificar este veículo", explicou Golfetto.
O passo seguinte, que serviria para fazer com que o VLS colocasse um satélite em órbita, está impossibilitado. Além da falta de recursos, existem dificuldades técnicas no desenvolvimento de componentes para completar o foguete. Há também, segundo ele, a falta de mão de obra especializada.
"Se não houver reposição do quadro, em 2020, o DCTA terá uma redução de 44% da sua equipe em relação a 2011, em virtude do processo de aposentadoria. Há pouco tempo, foi autorizado concurso e pudemos contratar mais de 200 profissionais. No entanto, isto está aquém do necessário", alertou o vice-diretor.


Novo foco

O Brasil nunca construiu um foguete capaz de decolar para além das zonas suborbitais. O país tem mesmo mais capacidade de reinar no mercado de lançamento de microssatélites, inclusive diversos foguetes seus são utilizados na Europa para lançar cargas carregando experimentos científicos e tecnológicos.
Há êxitos com os lançadores da família Sonda e dos veículos de sondagem VSB-30, VS-30 e VS-40. O VSB-30, por exemplo, abastece o programa europeu de microgravidade.
O processo de construção do VLM se dá em cooperação com o Centro Aeroespacial Alemão (DLR). Porém novamente a descontinuidade de recursos pode atrapalhar este projeto, que tinha previsão inicial de conclusão para este ano e foi reprogramado para 2017. Estimado em R$ 126,9 milhões, até o momento o programa recebeu R$ 10 milhões, segundo ele.

O setor no Brasil

Em termos de percentual relativo do PIB, o Programa Espacial Brasileiro destina dez vezes menos recursos que a Índia e 30 vezes menos que os Estados Unidos. Os norte-americanos detêm 41% do mercado global de satélites, enquanto a participação brasileira é de 1,9%, segundo um estudo feito pela Câmara dos Deputados.

No Brasil, os investimentos governamentais a partir do fim da Segunda Guerra Mundial priorizaram setores de infraestrutura e indústria pesada e de bens de produção como mineração e petróleo. Nos últimos dez anos houve um aumento do interesse político no setor espacial, porém há diversas críticas em relação às constantes mudanças políticas, acidentes, atrasos e gasto maior que o planejado.

FAB contesta

Através de e-mail enviado ao UOL, a FAB (Força Aérea Brasileira) afirmou o seguinte: "Não é verdade que o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) vá abandonar o projeto VLS (Veículo Lançador de Satélite). O DCTA continua investindo no VLS-1, VLS-Alpha e VLS-Beta, lançadores de satélites de até 800 kg em órbita equatorial.
O vice-diretor do DCTA, Major-Brigadeiro do Ar Wander Golfetto, em audiência na Câmara dos Deputados, declarou, na verdade, que o Brasil não tem mais interesse em investir em lançadores de satélites geoestacionários, com capacidade de 1 a 4 toneladas. Portanto, o desenvolvimento do VLS-1 continua de acordo com a disponibilidade orçamentária.
É importante ressaltar que, graças ao desenvolvimento do VLS-1, o Brasil adquiriu tecnologia que possibilita a exportação de foguetes suborbitais para a Europa. Somente este ano, seis foguetes foram lançados."

FOGUETE BRASILEIRO É LANÇADO NA AUSTRÁLIA


Na última quarta-feira, dia 18, foi lançado o foguete suborbital VS-30/IO V12 no Centro de Lançamento de Woomera - WIR (Woomera Instrumeted Range), localizado na Austrália. O propulsor S30 (primeiro estágio do VS-30/IO) foi produzido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), unidade do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA). 

O VS-30/ORION é um foguete suborbital bi-estágio a propelente sólido, não guiado, estabilizado por empenas e lançado de trilho. Consiste de um propulsor S30, no primeiro estágio e um propulsor “Improved Orion (IO)” no segundo estágio. Este foguete pode efetuar missões com cargas úteis científicas e tecnológicas de 100 a 260 kilos. 

O voo do foguete foi nominal (apogeu de 278 km; alcance de 390 km) e o experimento foi realizado com sucesso. A carga útil – responsável pelo transporte - levou o experimento hipersônico HiFire - Hypersonic International Flight Research Experimentation Program, programa este liderado pela NASA, pelo AFRL (Air Force Research Laboratory) dos EUA e pelo Defence Science and Technology Organisation (DSTO) da Austrália, com a colaboração do DLR (Centro Aeroespacial Alemão).

O motor S30, do segundo estágio, tem sido largamente utilizado em outros foguetes suborbitais, tais como o Sonda III, VS-30 e VSB-30. Todos esses foguetes já foram utilizados dentro do acordo de cooperação entre o IAE/DCTA e o DLR. “A expectativa é de que o S30 continue cumprindo com eficiência a missão para a qual foi idealizado, ampliando o papel do Brasil como provedor de tecnologia e confirmando a confiança que seus parceiros internacionais nele depositaram e proporcionando a transferência das tecnologias de foguetes suborbitais já dominadas pelo DCTA/IAE para a indústria nacional”, relata o Pesquisador Engenheiro do IAE e Gerente do Projeto Eduardo Dore Roda.


Até o presente foram efetuados doze lançamentos, nove voos relacionados com o Centro Espacial Alemão, três lançamentos no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA). Esta foi a primeira vez que um foguete brasileiro é lançado do território Australiano. O próximo voo está previsto para 2017 de um foguete VSB-30 com a carga útil HiFire 4.

terça-feira, 24 de maio de 2016

Missão Garatéa: Sonda Experimental do Grupo ZENITH Completa Com Sucesso Trajeto à Estratosfera

Segue abaixo uma espetacular notícia postada dia (19/05) no site da “Escola de Engenharia de São Carlos - USP São Carlos (EESC-USP)” destacando que o “Grupo Zenith” (lembra dele?) realizou dia 14/05 com sucesso a“Missão Garatéia”, lançando a estratosfera (aproximadamente há 32 km de altitude) uma sonda  experimental  tendo abordo microrganismos encontrados em ambientes extremos da Terra

Missão Garatéa: Sonda Experimental

Completa Com Sucesso Trajeto à 

Estratosfera

Por Keite Marques
Assessoria de Comunicação da EESC
Criado em Quinta, 19 Maio 2016 - 16:5

Fotos: Keite Marques e Arquivo do Grupo Zenith


A missão Garatéa, que lançou uma sonda experimental à estratosfera, foi completada com sucesso pelos integrantes do Grupo Zenith da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP. Após duas horas e trinta minutos de voo, o equipamento foi resgatado na cidade de São Sebastião da Grama (SP), a 145 km do ponto de partida – localizado no entorno do Hangar I do Departamento da Engenharia Aeronáutica da EESC, no campus II da USP em São Carlos. O evento ocorreu no último sábado, dia 14 de maio.

O experimento consistiu em enviar microrganismos encontrados em ambientes extremos da Terra a uma altitude de aproximadamente 32 quilômetros a fim de analisar seu comportamento nas diversas condições de estresse da alta atmosfera. O projeto foi dividido em duas partes: instrumentação da sonda e manuseio biológico.

O Zenith, formado por alunos de graduação da EESC, desenvolveu o módulo com um sistema embarcado simplificado, porém que desafiou as habilidades dos integrantes. O primeiro desafio foi garantir o controle do equipamento em grande altitude sem utilizar o recurso de telecomando – uma espécie de controle remoto para medição e comunicação entre o operador e a sonda. Optou-se então por um sistema de hardware e software pré-configurado para abrir a tampa do compartimento em que estavam os microorganismos a serem testados no momento certo do trajeto. Para desempenhar essa função com sucesso, também foi necessário desenvolver um inédito mecanismo de movimento em altitudes elevadas a partir da utilização de um motor.

Outro teste que também passou por validação foi o uso da impressão 3D para a construção da estrutura do aparelho, sendo que atualmente essa técnica é utilizada apenas para desenvolvimento de protótipos e não para a construção do produto final. "Foi um experimento muito interessante, com estudos sobre as estruturas da sonda e os sensores que validaram os conceitos e as atividades do grupo. Por ter sido um sistema multidisciplinar, a equipe teve que ir atrás de informações fora do escopo da engenharia para desenvolver e atender todas as necessidades da sonda", definiu Danilo Pallamin de Almeida, integrante do grupo Zenith.

O equipamento subiu à estratosfera por meio de um balão de gás hélio, contando com três sensores de radiação ultravioleta e contadores de radiação ionizante, bem como sensores ordinários como barômetro, termômetro e acelerômetro. Devido à baixa pressão na altitude desejada, o balão rompeu-se e o aparelho retornou ao solo com segurança por meio de um paraquedas especialmente desenvolvido para esse fim.

O grupo é orientado pelo professor do Departamento de Engenharia Mecânica da EESC, Daniel Varela Magalhães, com a participação do engenheiro mecatrônico e ex-aluno da Escola, Lucas Fonseca, que participou da missão aeroespacial da sonda Rosetta, que pousou o módulo Philae em um cometa. A proposta do grupo é desenvolver e difundir tecnologias aplicadas ao setor aeroespacial para estimular e ampliar visibilidade dessa área no Brasil.

"O Zenith obteve muito sucesso em todo trabalho realizado; foi uma pesquisa multidisciplinar em que todos se empenharam para aprender, produzir e lançar o módulo. Toda motivação do grupo teve o reconhecimento com o sucesso da missão", destacou Magalhães.

A ambição do grupo Zenith agora é realizar outras missões como a Garatéa, aumentando aos poucos o nível de complexidade, chegando à proposta final de cubesat – uma classe de plataforma de nanosatélite em formato cúbico, com 10 cm de aresta. "O cubesat é menos complexo e didático, permitindo que nós como estudantes tenhamos condições de construir e aprender sobre os vários setores de um satélite", explicou Almeida.

Microorganismos Rumo ao Espaço

A parte biológica do experimento teve objetivo de realizar uma simulação com alguns microrganismos extremófilos (bactérias e leveduras) não patogênicos encontrados em ambientes severos do planeta, como na Antártida e no Deserto do Atacama, no Chile. Esses organismos são caracterizados pela resistência a temperaturas muito altas ou muito baixas, a ambientes com altos índices de radiação – como ultravioleta ou raios-X –, e também a meios muito ácidos ou alcalinos.


Os responsáveis por essa parte do projeto foram o professor do Instituto de Química (IQ) da USP, Fábio Rodrigues, e o pesquisador do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), Douglas Galante.

"Em especial, desejamos saber mais sobre a fisiologia desses organismos e como ela funciona nas diversas condições de estresse, além de aprendermos mais sobre a habitabilidade do nosso próprio planeta. Porém a pesquisa também possibilita entender a vida num contexto mais amplo: na área da astrobiologia, por exemplo, podemos averiguar as chances de Marte ser habitável", comentou Rodrigues.

Competição internacional

A missão Garatéa também fará parte do Global Space Balloon Challenge (GSBC), um desafio organizado pela Stanford University e pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, sigla em inglês) que reúne participantes do mundo inteiro, competindo em diversas categorias como: design, melhor experimento, maior altitude, maior distância horizontal viajada e melhores imagens. Para concorrerem nessa última categoria, os membros do grupo instalaram na sonda duas microcâmeras que fizeram o registro fotográfico do voo, desde a decolagem até o pouso de paraquedas.

Veja aqui mais Fotos

OBS: Veja abaixo uma reportagem sobre a missão realizada pelo Canaltechque é um portal vertical, com foco na produção de conteúdo para tecnologia corporativa e da informação.

Fonte: Site da Escola de Engenharia de São Carlos – USP São Carlos - http://www.eesc.usp.br

domingo, 22 de maio de 2016

Satélite Entra no Último Estágio de Testes na França


Satélite Entra no Último

Estágio de Testes na França


Segue abaixo uma nota oficial divulgada dia (17/05) pela TELEBRÁS destacando que o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) entrou em seu último estágio de testes na França.


Satélite SGDC Entra no Último Estágio de Testes na França


O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) entrou no último estágio de testes nas oficinas da Thales Alenia Space, na França. O satélite foi colocado na câmara de teste termo vácuo, o último passo antes da preparação do artefato para embarque para o local de lançamento pela Arianespace, na Guiana Francesa. O lançamento está previsto para a janela dezembro 2016/fevereiro 2017. Técnicos da Thales e da TELEBRAS estão envolvidos no procedimento de testes.

O Satélite Geoestacionário encontra-se em fase de testes na França, sob a supervisão da Visiona Tecnologia Espacial, joint-venture entre Embraer (51%) e TELEBRAS (49%). Em setembro de 2015, a TELEBRAS deu início à licitação das Estações de Acesso que proverão o serviço de comunicação em banda Ka. Em novembro de 2015, a TELEBRAS concluiu a parte da infraestrutura crítica do Centro de Operações (COPE) temporário em Brasília/DF e no Rio de Janeiro/RJ.

Por meio do SGDC será garantida a comunicação entre os órgãos e entidades da administração pública federal, as chamadas redes de governo. O satélite visa garantir a segurança total nas transmissões de informações estratégicas, uma vez que seu controle será realizado no Brasil em estações localizadas em áreas militares, sob a coordenação da TELEBRAS e do Ministério da Defesa.

Com o lançamento do satélite previsto para dezembro de 2016, poderão ser atendidos mais de dois mil municípios, com a oferta de serviços de acesso à internet em banda larga, em especial na região Norte do País. O SGDC também permitirá a interligação de diversos projetos estratégicos no campo da defesa, como o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON), o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SISGAAZ) e o Sistema de Defesa Aérea (SISDABRA).


Fonte: Site da TELEBRÁS - http://www.telebras.com.br

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Foguetes de Treinamento Básico e Intermediário


Fogtrein  


Fogtrein, é o nome atribuído a uma família de Foguetes de treinamento Brasileira, criada em conjunto pelo Comando da Aeronáutica (COMAER) e a Avibras, e tem como objetivo, colocar no mercado mundial foguetes de baixo custo, utilizados para treinamento operacional de equipes de lançamento e eventualmente como foguetes de sondagem de pequeno porte.



Origens


Desde meados da década de 70, tornou-se prática corriqueira no Brasil, o uso de propulsores de mísseis inservíveis para as forças armadas, com o objetivo de manter as equipes dos Centros de lançamento treinadas e em prontidão. Em geral eram usados foguetes do tipo FFAR (Folding Fin Aircraft Rocket), primeiro os de origem Americana do modelo Mk 40 e com o passar do tempo, passaram a ser usados foguetes de origem nacional, sendo o mais popular deles o SBAT-70 da Avibras


A partir de 2001, mísseis mais modernos dos modelo SS-60 ou SS-80 da Avibras, começaram a ser usados, no entanto o SBAT 70 continuou sendo usado para este fim até setembro de 2008.
Em dezembro daquele mesmo ano, foi iniciado o desenvolvimento de foguetes específicos para a finalidade de treinamento e prontidão em alta performance das equipes de lançamento. Era o início do projeto Fogtrein (foguetes de treinamento), com suporte financeiro do COMAER, da AEB, do CLBI e do DCTA. Com a larga experiência obtida com os primeiros modelos da família Sonda de foguetes nas décadas de 60/70, e mais recentemente com o sistema Astros II de mísseis, a Avibras foi a empresa selecionada para a fabricação dos mesmos. Para atender os requisitos de confiabilidade e baixo custo, a opção foi adaptar alguns modelos dos mísseis do sistema Astros II para essa finalidade.


Desenvolvimento



Num casamento de interesses perfeito, sendo o da Avibras, reforçar a sua participação no mercado de foguetes e o do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/DCTA), prover foguetes mais modernos para testes, qualificação e treinamento de equipes nos Centros de Lançamento de Alcântara (CLA) e da Barreira do Inferno (CLBI), foram projetados três modelos desses foguetes de treinamento: um básico, um intermediário e um avançado, dos quais os dois primeiros, já estão em produção. O terceiro deve ter o desenvolvimento iniciado em 2012, com estreia prevista em 2013.
Esses veículos, assim como os mísseis que lhes deram origem, estão sendo projetados de forma que possam ser lançados em condições adversas, tais como: alta salinidadeventos de superfície e balísticos de até 10 m/s e chuva moderada de até 10 mm/h. Todos os modelos, vão admitir cargas úteis (5 kg a 30 kg), com rede elétrica e transmissão por telemetria para os equipamentos de solo, podendo atender a missões contendo experimentos de interesse do meio acadêmico e científico.


Modelos


Pode-se observar a semelhança física entre os foguetes de treinamento e os mísseis do sistema Astros II que lhes deram origem.

* Foguete de Treinamento Básico (FTB) - monoestágio
Missão: Modelo para treinamento operacional de um Centro de Lançamento, de forma isolada, sem participação da estação remota para monitoramento redundante do veículo, instrumentado com telemetria na banda S e apogeu superior a 30 km.

Foguete de Treinamento Intermediário (FTI) - monoestágio
Missão: Modelo para treinamento operacional de um Centro de Lançamento, de forma isolada, sem participação da estação remota para monitoramento redundante do veículo, instrumentado com telemetria na banda S, transpônder na banda C, terminação de voo, e apogeu superior a 60 km.


Foguete de Treinamento Avançado (FTA) - dois estágios
Missão: Modelo para treinamento operacional de dois Centros de Lançamento, de forma conjunta, sendo um responsável pelo lançamento e o outro pelo monitoramento remoto do veículo e da carga útil, instrumentado com telemetria na banda S, transpônder na banda C, terminação de voo, e apogeu superior a 160 km.[2]

Utilização


Cada centro de lançamento, receberá uma determinada quantidade de veículos de cada modelo com as respectivas instrumentações anualmente, o que vai permitir que as equipes sejam treinadas nos procedimentos de montagem, integração, preparação, coordenação, segurança operacional, lançamento e rastreio, incluindo radares e telemetria. Treinamentos regulares fazem com que os Centros de Lançamento mantenham a operacionalidade para lançamentos suborbitais e orbitais, com níveis mais altos de segurança e de eficiência, além de tornarem viáveis avaliações constantes dos meios técnicos, identificação de novos procedimentos e atualização dos equipamentos.